Política e Opinião
Por Sérgio Jones

Publicada em 18 de Outubro de 2017 ás 11:34:19

República brasileira no fundo do poço

A desfaçatez e a ignomínia do povo brasileiro não encontra parâmetro, ao longo da história, que explique tamanha aberração que vem sendo perpetrada pelas instituições brasileiras, em especial o judiciário e a classe política, ambas são signatárias do que se pode considerar como iniciativas de governo que devem ser avaliadas como as mais torpe que se pode perpetrar contra a humanidade.
 
Podendo citar como exemplo, mais recente, a decisão que contrariou a medida adotada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que afastou do mandato parlamentar, no último dia 26, o senador Aécio Neves (PSDB-MG). O Plenário do Senado ao decidir, nesta terça-feira (17), reconduzir o tucano ao cargo.
 
O placar da votação sinalizou com 44 senadores a favor da volta de Aécio e 26 senadores contra o retorno do tucano à Casa. O que demonstra que atualmente o mal vem ganhado, com larga folga, toda e qualquer tentativa de redimir uma nação e seu povo, que já padece há séculos de todos tipos de mazelas sociais que têm sua mancha indelével, nas páginas de sua triste história. O modelo de sistema escravocrata que até hoje permanece com uma nomenclatura, menos infame e conhecida como trabalho análogo a escravidão.

Retrocesso histórico
 
O desgoverno do Michel Temer promoveu retrocesso histórico ao publicar uma portaria nesta segunda-feira (16), estabelecendo que a divulgação da chamada "lista suja" de empresas que usam trabalho escravo agora passa a depender de "determinação expressa do ministro do Trabalho". Antes, não existia necessidade de tal aprovação para a divulgação dessas informações. A portaria de maio de 2016 definia que a organização e divulgação do Cadastro ficaria a cargo da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae).
 
Tal medida, que só poderia partir de um governo despótico, fica clara e cristalina que tem como objetivo oferecer aos ruralistas, ou pelo menos parte deles, uma espécie de vale tudo onde permite que certos empresários descompromissados com a trabalho decente, se utilize de um salvo-conduto para aumentarem as suas margens de lucros, que já são consideradas imorais.
 
No decorrer dos anais de nossa história tivemos mão de obra escrava no Brasil Colonial, escravidão no Brasil Imperial e atualmente contamos com mão de obra escrava no Brasil Republicano capitaneada sob a batuta do desgoverno de Michel Temer. Todas estas aberrações sociais se sucedem sem que tenhamos de obedecer qualquer parâmetro, minimamente comprometido com a decência e os valores morais, que devem nortear uma nação com um nível mínimo de civilidade.
 

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com) 

Por Sérgio Jones

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Publicada em 01 de Dezembro de 2013 ás 15:13:29

Financiamento público de campanha

Dilma propõe financiamento público de campanha para tentar minimizar a ação nefasta do setor privado
 
Contrariando o que afirma os entendidos de que o sistema de financiamento de campanhas políticas no Brasil é um modelo misto, que permite a utilização tanto de recursos público como privados. A história que nos é repassada é que o recurso público vem do Fundo Partidário, abastecido com recursos da União. Enquanto a parte privada tem a sua origem de empresas de transporte, bancos ou construtoras, que podem doar montantes aos candidatos. Em tese a explicação está certa, mas na prática a realidade dos fatos é bem outra.
 
Todos nós sabemos, ou pelo menos deveríamos saber que os recursos denominados privados não deixam de ser uma falácia ou uma forma grosseira de tentar camuflar a realidade dos fatos. É do conhecimento geral de que quem dá uma banana quer de volta um cacho. No que tange a este aspecto a equação realizada entre o setor privado e os políticos ocorre da seguinte forma: o empresário “doa” uma quantia para o candidato e este, após eleito se  sente na obrigação de ressarci-lo de forma generosa  cedendo espaços aos seus colaboradores de campanha  na administração pública, onde os financiadores privados se beneficiam ao se apropriarem de valores infinitamente superiores ao empregado no financiamento de campanha do político em questão.
 
Essas espécies de ratazanas empresariais atuam através da realização de obras superfaturadas, entre outros artifícios adotados como os processos de licitações viciadas. O que se percebe com estas práticas criminosas é que os políticos são eleitos pelo povo, mas toda a sua administração é voltada para atender às necessidades de alguns poucos privilegiados que se apropriam da máquina pública para atender os seus mesquinhos interesses em detrimento dos interesses reais e inalienáveis da coletividade. A tímida tentativa da presidente Dilma Rousseff ao sugerir recentemente o financiamento público de campanha do tipo de voto deve contar com o apoio de todos os brasileiros.

 

Por Sérgio Jones

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Publicada em 08 de Novembro de 2013 ás 20:17:35

República dos Rufiões

O Brasil é um país atípico quando o tema a ser tratado é corrupção. Por aqui tudo é possível, o judiciário não funciona, a política, em ambas as esferas (executivo e legislativo) é toda ela trabalhada no modelo do “toma lá dá cá”. A única coisa comum existentes entre os detentores dos denominados podres poderes (Judiciário, Legislativo e Executivo) é o apetite pantagruélico de seus membros no tocante ao patrimônio público. A desfaçatez e a cara de pau destes elementos não têm limites quando se trata de abocanhar de forma inescrupulosa o patrimônio público.

Recentemente, o Senado informou ter suspendido a licitação para compra de comida para a residência oficial do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), que estava superfaturada. Segundo o Senado, o processo foi interrompido “após constatar impropriedades em preços e quantidade de produtos”.

A licitação superfaturada, que previa, entre outros itens, 25 quilos de camarão vermelho grande, 20 quilos de frutos do mar, e 1,7 tonelada de 33 tipos diferentes de carnes, sendo 100 quilos de filé mignon. Além disso, estavam na lista 50 quilos de picanha, 54 quilos de linguiça, 50 quilos de carvão, 160 quilos de pão francês, além de 20 quilos de salmão e 55 quilos de queijos variados. A licitação tinha um custo de R$ 98 mil por seis meses.

A justificativa, se é que existe alguma, encontrada pela a assessoria da presidência do Senado é que a alimentação de Renan é custeada pela Casa porque ele mora na residência oficial, diferentemente de outros senadores, que recebem um valor destinado às refeições. Ainda segundo a assessoria, compras com valor acima de R$ 8 mil precisam ser licitadas. Nunca é demais lembrar que o presidente do Senado já é velho conhecido de todos os brasileiros devido ao seu envolvimento em sucessivos escândalos, tanto de ordem financeira como moral. Portanto, fica difícil qualquer tentativa de defesa quando o elemento envolvido na questão é  este“honorável senhor”.

Por Sérgio Jones

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