Esportes
Publicada em 13 de Fevereiro de 2012 ás 13:13:53

Somália está fora dos planos do Botafogo

André Luiz Mello / Agência O Dia
Somália agora vive o ostracismo

O volante Somália sente na pele os altos e baixos do mundo do futebol. Há dois anos, ele era xodó da torcida e um dos principais responsáveis pela conquista do Campeonato Carioca, após três vice-campeonatos seguidos. Mas, desde que simulou um sequestro-relâmpago, em janeiro do ano passado, a vida profissional do jogador desmoronou. A partir de então, pouco entrou em campo e hoje está fora dos planos da diretoria do Botafogo. Um pesadelo do qual ele espera acordar o mais rápido possível, para retomar a sua carreira.

“Eu nunca tinha passado por isso na minha vida. Tinha ficado sem receber, mas sem jogar é a primeira vez. Tem sido um aprendizado, mas não posso ficar me lamentando. Vou correr atrás para virar esse jogo”, diz o jogador, que treina três vezes por semana, longe do grupo, para manter a forma.

O jogador não concorda com a hipótese de que o falso sequestro foi determinante para o seu afastamento.
“Quero acreditar que não, até porque as pessoas que tomaram essa decisão convivem comigo e me apoiaram na época. Elas sabem que o meu caráter não mudou, que não deixei de ser bom pai, bom profissional. Em 2011, não cheguei nenhuma vez atrasado. Só que as pessoas preferem falar sempre do lado ruim da história”, argumenta.

Somália revelou que só ficou sabendo do seu afastamento este ano após voltar das férias, quando recebeu uma explicação da diretoria. “O Anderson Barros me ligou antes da reapresentação e disse que estava me negociando. Ele disse que tinha alguns clubes interessados e que ia resolver essa situação para depois ver o que ia fazer”, conta.

Os tais clubes eram Vitória, Bahia e Atlético-MG. “Fiquei sabendo de outros clubes também pela imprensa, como o Atlético-MG. O Cuca conversou com o meu empresário, mas não avançou. Antes de o Joel acertar com o Flamengo, tudo estava encaminhado para eu ir para o Bahia, mas não aconteceu”, explica.

Apesar de estar triste com a sua nova realidade, o jogador garante não guardar mágoa de ninguém. “Não estou chateado com a diretoria, estou chateado pela situação. Podem falar o que quiserem, mas eu tenho uma história no Botafogo. Fico chateado por não fazer aquilo de que gosto. Gostaria de ficar, de estar com os meus companheiros e de poder de alguma forma ajudar o Botafogo”.

O Dia

Por Cleide Almeida

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