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Publicada em 16 de Fevereiro de 2012 ás 06:46:59

O mundo do futebol está esperando que Ricardo Teixeira deixe a CBF

Reprodução
O futebol brasileiro espera se livrar de Ricardo Teixeira

 O circo pegou fogo.

Nesta madrugada, depois da rodada da Libertadores, muita gente não dorme.

Troca telefonemas.

Querem saber se ao raiar do sol, Ricardo Terra Teixeira deixará mesmo a CBF.

Desde 1989 ele comanda com mão de ferro o futebol no País.

Seu poder foi finalmente abalado por causa da ISL.

O escândalo envolve dirigentes do futebol mundial que teriam recebido propina da empresa.

Eles teriam feito acordo, devolvido o que pegaram para não ser processados.

Entre os nomes, de acordo com a imprensa inglesa, constam os de Teixeira e de João Havelange.

Havelange já renunciou ao Comitê Olímpico Internacional.

Seria uma exigência de Blatter para que revelasse os documentos.

O ex-presidente da Fifa teria aceito para não ser humilhado.

Agora, seria a vez de Ricardo Teixeira.

Blatter rompeu de vez com o dirigente.

Não quer a reaproximação, tentada várias vezes.

Por trás há também a pressão de Dilma Rousseff...

Ela vê no dirigentes o principal motivo de rejeição ao Mundial.

A presidente nem aceita ser vista ao lado do presidente da CBF.

Teixeira já até teria escolhido a sua nova residência: Miami.

Há informações que ele despachou para lá sua mulher e filha.

O motivo: sua filha teria sido humilhada na escola por causas das denúncias contra Teixeira.

O sucessor natural de Teixeira, pelos estatutos da CBF, deveria ser o ex-governador de São Paulo, José Maria Marin.

O homem que colocou uma medalha no bolso na conquista do Corinthians da Taça São Paulo.

Ele é o vice presidente da Região Sudeste.

Herdaria o cargo pelo mérito de ser o vice mais velho.

Por isso, o motivo de festa na FPF, como foi publicado no blog, na semana passada.

Marco Polo del Nero, amigo íntimo de Marin, esperava ser o homem forte do futebol.

E até seria, se Marin herdasse o cargo.

Dizem que Teixeira quer fazer o seu sucessor.

E nomearia ainda hoje Marin e o ex-jogador Bebeto como membros do Comitê Organizador Local.

Assim, deixaria o cargo de presidente da CBF para seu homem de confiança.

Só com ele, tudo ficaria na mesma.

Com Andres Sanchez mandando na Seleção Brasileira.

E Mano seria mantido.

Para o quadro ser o mesmo, Teixeira desejaria colocar Weber Magalhães, vice da região Centro-Oeste.

Ele é o terceiro vice mais velho.

Fica atrás além de Marin, de Fernando Sarney.

Mas Teixeira confia demais em Weber, o chefe da delegação Brasileira na Copa de 2002.

E já até teria pedido para os presidentes das Federações, para promover uma votação e confirmá-lo no cargo.

Desta vez, o diretor de comunicação da CBF, Rodrigo Paiva, se calou.

Não desmentiu a informação que hoje pode ser o derradeiro dia de Teixeira.

Não colocou nada no site oficial da CBF.

Aliás, lá seria o veículo que Teixeira usaria para se despedir do poder.

O site comunicaria a sua saída.

Ao mesmo tempo que ele embarcaria para Miami.

Há quem aposte a vida que sai hoje.

Como há os que juram que ele prorrogará sua licença por mais dois meses.

Alegará doença e tentará costurar um acordo com Blatter.

Ou que o anúncio sairá logo após o carnaval.

A verdade é que nunca, desde 1989, se apostou tanto na saída de Teixeira.

Nunca pessoas poderosas do futebol brasileiro garantem que seu ciclo acabou.

E falam com sorriso na boca, estão felizes.

O presidente da CBF se tornou uma pessoa detestada no cenário atual do futebol.

A começar pela Fifa de Blatter.

Passando por Dilma Rousseff.

E acabando nos presidentes de várias federações do Brasil.

O cerco está fechado.

E todos estão em alerta.

Esta quinta-feira, dia 16 de fevereiro promete ser muito importante.

Histórico.

A dia em que a esperança de muita gente será realidade...

O dia em que o futebol brasileiro se livrará de Ricardo Teixeira...

Cosme Rímoli

Por Cleide Almeida

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